Em minha experiência como empresário e consultor aprendi algo fundamental: ao avaliar se vou me comprometer com um novo projeto sempre me pergunto se estou realmente disposto a colocar minha energia toda nele.
Nunca parto do pressuposto que só gastarei uma parcela pequena do meu tempo, ou que dará certo, mesmo que eu dê a ele apenas uma parcela pequena da minha vontade. Ou estou realmente disposto a fazer acontecer ou não entro no jogo.
Entrar para ganhar significa fazer o que é necessário – mesmo que isto exija mais tempo e esforço do que o previsto. E nós sabemos que, quando se lida com pessoas, as coisas nunca são como previmos
Um bom líder sabe que a performance dos outros membros da equipe não será constante, que a intensidade de sua energia e de seu foco flutuará. Baseado nessa premissa, ele atua de forma disciplinada, sempre realinhando visões e esforços, até que o resultado efetivamente apareça.
Ferramentas de planejamento e controle, estruturas bem desenhadas, metodologias de trabalho e competências comportamentais são muito úteis, mas não garantem performance gerencial que, ao fim e ao cabo, significa atingir os resultados esperados com os recursos disponíveis (inclusive tempo). E aqui faço minha adição pessoal – sem desculpas.
Quando encontro um gerente que tem o hábito de dar desculpas, sei que terei problemas. Quanto maior for a explicação, menos energia foi direcionada ao que interessava – a obtenção do resultado. Sabe por que? Por má prática gerencial… Presa naquilo que imagina ser sua função na hora que chega a uma posição executiva, grande parte dos gestores perde o contato com a realidade e, quando surgem problemas, já não tem mais idéia do que está acontecendo! Portanto, para de alguma forma resgatar a autoridade, pede relatórios ou qualquer coisa que lhe permita “olhar objetivamente” para a questão.
Só que isso não funciona. Pelo menos não funciona bem. Gerir por relatórios não permite que o gestor entre em contato com a dinâmica real do problema, nem que atue pró-ativamente. Gerir bem requer foco, vontade e competência de ficar em profundo contato com a realidade. Inclusive com a realidade interna das pessoas que respondem a você; também requer profunda atenção aos detalhes. E, para isso, você tem que estar presente na hora que eles acontecem.
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